sexta-feira, 8 de março de 2013

Pré-História - A Origem

Pré-História


   A Pré-história corresponde ao período da História que antecede a invenção da escrita, evento que marca o começo dos tempos históricos registrados, e que ocorreu aproximadamente em 3200 a.C.
   Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não há documentos escritos. O termo pré-história mostra, portanto, a importância da escrita para a civilização ocidental. Uma vez que não há documentos deste momento da evolução humana, seu estudo depende do trabalho de arqueólogo, antropólogos, paleontologia e genética ou de outras áreas científicas, que analisam restos humanos, sinais de suas presenças e utensílios preservados para tentar traçar, pelo menos parcialmente, sua cultura e costumes.

As pinturas rupestre são fonte de informação sobre este período.


   No entanto, o período pré-histórico, conta com um riquíssimo aparato documental que relata as descobertas e costumes do homem. Além disso, nos traz à tona uma série de questões de interesse atual, como a que se refere à relação do homem com a natureza.


Evolução Humana

     Em oposição ao criacionismo, a teoria evolucionista parte do princípio de que o homem é o resultado de um lento processo de alterações (mudanças). Esta é a ideia central da evolução: os seres vivos (vegetais e animais, incluindo os seres humanos) se originaram de seres mais simples, que foram se modificando ao longo do tempo.

As etapas da evolução humana:

Primatas: Os mais antigos viveram há cerca de 70 milhões de anos. Esses mamíferos de pequeno porte habitavam as árvores das florestas e alimentavam-se de olhas e insetos.
Hominoides: São primatas que viveram entre aproximadamente 22 e 14 milhões de anos atrás. O procônsul, que tinha o tamanho de um pequeno gorila, habitava em árvores, mas também descia ao solo; era quadrúpede, isto é, locomovia-se sobre as quatro patas. Descendente do procônsul, o kenyapiteco às vezes endireitava o corpo e se locomovia sobre as patas traseiras.
Hominídeos: Família que inclui o gênero australopiteco e também o gênero humano. O australopiteco afarense, que viveu há cerca de 3 milhões de anos, era um pouco mais alto que o chimpanzé. Já caminhava sobre os dois pés e usava longos braços se pendurar nas  árvores. Mais alto e pesado, o australopiteco africano viveu entre 3 milhões e 1 milhão de anos. Andava ereto e usava as mãos para coletar frutos e atirar pedras para abater animais.
Homo habilis: Primeiro hominídeo do gênero Homo. Viveu por volta de 2 milhões de anos a 1,4 milhões de anos atrás. Fabricava instrumentos simples de pedra, construía cabanas e, provável,ente, desenvolveu, uma linguagem rudimentar. Seus vestígios só foram encontrados na África.
Homo erectus: Descendente do Homo habilis, viveu entre 6 milhões de anos e 150 mil anos atrás. Saiu da África, alcançando a Europa, a Ásia e a Oceania. Fabricava instrumentos de pedra mais complexos e cobria o corpo com  peles de animais. Vivia em grupos de vinte a trinta membros e utilizava uma linguagem mais sofisticada. Foi o descobridor do fogo.
Homem de Neandertal: Provável descendente do Homo erectus, viveu há cerca de 200 mil a 30 mil anos. Habilidoso, criou muitas ferramentas e fabricava armas e abrigos com ossos de animais. Enterrava os mortos nas cavernas, com flores e objetos. Conviveu com os primeiros homens modernos e desapareceu por motivos até hoje desconhecidos.
Homo sapiens:  Descendente do Homo erectus, surgiu entre 100 mil e 50 mil anos atrás. Trata-se do homem moderno. Espalhou-se por toda a Terra, deixando variados instrumentos de pedra, osso e marfim. Desenvolveu a pintura e a escultura.

     É preciso lembrar, porém, que esse painel não está completo. Ele apenas resume o que foi possível concluir a partir dos fósseis estudados até hoje. Ainda faltam muitas peças no quebra cabeça  da evolução humana, por exemplo, o tão procurado "elo perdido", aquele espécime com características de primatas e de humanos, que explicaria um importante passo da humanidade em sua fascinante aventura sobre a Terra.




Período Paleolítico


     Conhecido como o mais extenso período da história humana, o Período Paleolítico abrange uma datação bastante variada que vai de 2,7 milhões de anos até 10.000 a.C. Desprovido de técnicas muito sofisticadas, os grupos humanos dessa época desenvolviam hábitos e técnicas que facilitavam sua sobrevivência em meio às hostilidades impostas pela natureza.
     Nesse período, as baixas temperaturas da Terra obrigavam o homem do Paleolítico a viver sob a proteção das cavernas. Uma das mais importantes descobertas dessa época foi o fogo. Com esse poderoso instrumento, os homens pré-históricos alcançaram melhores condições de sobrevivência mediante as severas condições climáticas. Além disso, o domínio do fogo modificou os hábitos alimentares humanos, com a introdução da caça e vegetais cozidos.
     Sem contar com técnicas de produção agrícola, o homem vivia deslocando-se por diversos territórios. Praticantes do nomadismo, os grupos paleolíticos utilizavam dos recursos naturais à sua volta. Depois de consumi-los, migravam para regiões que apresentavam maior disponibilidade de frutas, caça e pesca. Para fabricar suas armas e utensílios, os homens faziam uso de osso, madeira, marfim e pedra. Em razão dessas características da cultura material do período, também costumamos chamar o Paleolítico de Período da Pedra Lascada.





     Por volta de 40 mil anos, os povos do paleolítico começaram a viver em grupos mais populosos. Ao mesmo tempo, começaram a criar novas moradias feitas a partir de gravetos e peles de animais. Uma das grandes fontes de compreensão desse período é encontrada nas paredes das cavernas, onde se situam as chamadas pinturas rupestres. Nelas temos informações sobre o homem pré-histórico referente à suas ações cotidianas.
     No fim do Paleolítico, uma série de glaciações transformou as condições climáticas do mundo. As temperaturas tornaram-se mais amenas e, a partir de então, foi possível o processo de fixação dos grupos humanos. Com isso, uma série de mudanças marcou a passagem do período Paleolítico para o Neolítico.



Período Neolítico


     Uma das mais importantes conquistas na formação das primeiras civilizações humanas estabelece-se em um novo período da Pré-História. Durante o Neolítico ou Idade da Pedra Polida ocorreram grandes transformações no clima e na vegetação. O continente europeu passou a contar com temperaturas mais amenas e observamos a formação do Deserto do Saara, na África.
     A prática da caça e da coleta se tornaram opções cada vez mais difíceis. A agricultura e o consequente processo de sedentarização do homem se estabeleceram gradualmente. Além disso, a domesticação animal se tornou uma prática usual entre os grupos humanos que se formavam nesse período. A estabilidade obtida por essas novas técnicas de domínio da natureza e dos animais também possibilitou a formação de grandes aglomerados populacionais.
     No fim do período Neolítico também ocorreu a chamada Idade dos Metais. Nessa época, o desenvolvimento de armas e utensílios criados a partir do cobre, do bronze e, posteriormente, de ferro se tornaram usuais. Com o desenvolvimento dos primeiros Estados e o aparecimento da escrita, o período Neolítico finalizou o recorte de tempo da Pré-História e abriu portas para o estudo das primeiras civilizações da Antiguidade.




Idade dos Metais


     Considerada a última fase do Neolítico, a Idade dos Metais marca o início da dominação dos metais por parte das primeiras sociedades sedentárias da Pré-História. No entanto, qual a importância de se ressaltar esse tipo de descoberta humana? O que podemos frisar é que a utilização dos metais foi de fundamental importância para algumas das sociedades que surgiram durante a Antiguidade.
     Através do domínio de técnicas de fundição, o homem teve condições de criar instrumentos mais eficazes para o cultivo agrícola, derrubada de florestas e a prática da caça. Além disso, o domínio sobre os metais teve influência nas disputas entre as comunidades que competiam pelo controle das melhores pastagens e áreas férteis. Dessa maneira, as primeiras guerras e o processo de dominação de uma comunidade sobre outra contou com o desenvolvimento de armas de metal.     O primeiro tipo de metal utilizado foi o cobre. Com o passar dos anos o estanho também foi utilizado como outro recurso na fabricação de armas e utensílios. Com a junção desses dois metais, por volta de 3000 a.C., tivemos o aparecimento do bronze. Só mais tarde é que se tem notícia da descoberta do ferro. Manipulado por comunidades da Ásia Menor, cerca de 1500 a.C., o ferro teve um lento processo de propagação. Isso se deu porque as técnicas de manipulação da liga de ferro eram de difícil aprendizado.
     Contando com sua utilização, observamos que a maior resistência dos produtos e materiais metálicos teve grande importância na consolidação das primeiras grandes civilizações do Mundo Antigo. Assim, o uso do metal pôde influenciar tanto na expansão, como no desaparecimento de determinadas civilizações.






Mito, História e Memória


Mito, História e Memória.

Memória


A memória, em primeira instância, é a presença do passado. É uma construção psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, a qual nunca é a do indivíduo, mas deste inserido num contexto social. A memória é o elemento essencial da identidade, da percepção de si e dos outros. Todos os povos têm uma maneira de interpretar o mundo e suas origens, através dos mitos. Os mitos relatam acontecimentos que tiveram lugar num tempo primordial, no “tempo fabulosos dos começos”. Os mitos nos contam como algo se produziu e começou a ser.

O que é Mito?

Mitos são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram.
Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado. A maneira de colocar em ação o mito é através dos ritos, em cerimônias, danças, sacrifícios e orações.
Mito nem sempre é utilizado na simbologia correta, porque também é usado em referencia as crenças comuns que não tem fundamento objetivo ou cientifico. Porem, acontecimentos históricos podem se transformar em mitos, se tiver uma simbologia muito importante para uma determinada cultura. Os mitos têm caráter simbólico ou explicativo, são relacionados com alguma data ou uma religião, procuram explicar a origem do homem por meio de personagens sobrenaturais, explicando a realidade através de suas historias sagradas. Um mito não é um conto de fadas ou uma lenda.

História

            A memória nasce com a consciência do ser humano, sendo assim, carrega consigo a noção da sua importância para o ser humano.     Ao recordar-se e guardar sua memória o homem conta sua própria história e sua trajetória durante o tempo.        Suas evoluções, físicas e tecnológicas, são registradas ao passar do tempo e estão presentes no nosso dia a dia, seja por objetos que utilizamos em casa ou por lembranças de ações que tomamos.         Desta maneira, a História se utiliza dos mitos, que foram por muito tempo utilizados para explicar a origem das coisas, e também se utiliza da memória para contar quanto o homem evoluiu e se modificou ao passar dos anos mostrando sua capacidade de aprendizagem e aperfeiçoamento de suas técnicas.


Projeto Cinema e Debate UNIFAI - "Cinema e Educação"


Dia 09/03 o Projeto CINEMA & DEBATE UNIFAI recomeça com força total.

Nesse ciclo, destinado ao tema "Cinema e Educação", exibiremos o primeiro dos quatro filmes do semestre, a saber, "A LÍNGUA DAS MARIPOSAS". O endereço você já conhece. Rua Afonso Celso, 711, do lado do metro Santa Cruz.

A partir das 13:30 no auditório do UNIFAI. Aberto ao público em geral. Evento gratuito. Não fique fora dessa. Um grande filme, um grande debate e um tema que tem a ver com todos nós: a educação.





PARTICIPEM E AJUDEM A DIVULGAR!

Iluminismo


ILUMINISMO
Século XVIII – Europa


               

 Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas)  e pregava maior liberdade econômica e política. Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
                O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns. 
                As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como:
Ø  Mercantilismo;
Ø  Absolutismo monárquico;
Ø  Poder da Igreja e as verdades reveladas pela fé.

Com base nos três pontos acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia:
Ø  A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia;
Ø  O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão;
Ø  O predomínio da burguesia e seus ideais.





                As ideias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a aceitar algumas ideias iluministas.

                Estes reis eram denominados Déspotas Esclarecidos, pois tentavam conciliar o jeito de governar absolutista com as ideias de progresso iluministas.
                Alguns representantes do despotismo esclarecido foram: Frederico II, da Prússia; Catarina II, da Rússia; e Marquês de Pombal, de Portugal.

                Alguns pensadores ficaram famosos e tiveram destaque por suas obras e ideias neste período. São eles:

Ø  John Locke: Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, aonde Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma idéia.

Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.
Ø  Voltaire

François Marie Arouet Voltaire destacou- se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos.
                “Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las.”
Ø  Montesquieu
       Charles de Secondat Montesquieu em sua  obra “O espírito das leis”  defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.
Ø  Rousseau

Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.
Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia.
Ø  Adam Smith 

Foi o principal representante de um conjunto de ideias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
       O Estado é legitimamente poderoso se for rico;
       Para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
       Para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.

A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.


sábado, 2 de março de 2013

A Colonização Inglesa e a Independência dos Estados Unidos da América


A Colonização Inglesa e a Independência dos Estados Unidos da América
Conflito: Colônia x Metrópole (Século XVII)

       Fugindo das perseguições religiosas e das dificuldades econômicas, comunidades inteiras de protestantes emigraram para América do Norte, instalando-se na costa leste (Atlântico);
       Entre os objetivos, estava erguer-se um “novo lar”, autônomo, o que ia contra as ideias do governo de explorar as terras coloniais;
       Grandes diferenças na forma de colonização dos espanhóis e portugueses;
       Efetiva colonização começou em 1607, em Jamestown, Virgínia;

Três Formas de Colonização:

       Governo inglês concedia a companhias de comércio interessadas em explorar o “Novo Mundo” cartas regias autorizando-as a implantar colônias;
       O rei dava extensões de terra a famílias nobres e pessoas ricas, dando-lhes poderes para governar;
       Grupos formados atravessavam o Atlântico e criavam na América do Norte uma nova sociedade política, semi independente da Inglaterra (ocorreu na atual região de Massachusetts em 1620, onde desembarcaram os primeiros puritanos vindos no navio Mayflower).

As Treze Colônias



       Em pouco tempo as pessoas se apoderaram das terras que eram dos índios. Houveram muitas lutas entre colonos e índios, onde estes foram dizimados ou obrigados a migrar para o interior;
       Em 1680 a população somava 250 mil habitantes, um século depois chegou a 1,5 milhão;
       As treze colônias da América do Norte pertenciam à Inglaterra em meados do século XVIII e apresentavam características distintas (idioma, por exemplo);
                Com a deposição do rei Carlos I, em 1649, muitos senhores puritanos ricos defensores da monarquia absolutista seguiram para essa região da América do Norte, onde se tornaram grandes proprietários de terra. Isso contribuiu para uma sociedade conservadora e que ostentava sua riqueza nas colônias sulistas.

                *O puritanismo designa uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais.

       A região Norte, chamada de Nova Inglaterra, tornou-se abrigo de pessoas pobres que fugiam das perseguições religiosas e da miséria que sofriam em sua terra natal. A educação era uma das prioridades de seus habitantes, tanto que em 1635 era lei que houvesse uma escola primária em qualquer centro urbano com mais de 50 casas. Desenvolveu-se ali uma produção agrícola baseada na policultura e na pequena e média propriedade rural. Destacaram-se extração de madeira e peles, e também, havia um dinâmico comércio com a região das Antilhas e regiões africanas. Diferente do Brasil colonial, não havia proibição de comércio com estrangeiros.

       As colônias do centro reuniam aspecto de todas as outras. Caracterizavam-se por sua sociedade cosmopolita e heterogênea, formada por ingleses, holandeses, escoceses, irlandeses, alemães e suecos. Haviam desde pequenas propriedades rurais  a grandes latifúndios e agricultura mais variada do que em outras regiões. Também existia um expressivo comércio de exportação de madeiras, peles, peixes e importação de vinho e açúcar.

       As colônias do Sul foram ocupadas por pessoas mais pobres: artesãos, agricultores e aventureiros em busca de enriquecimento rápido. Desenvolveu-se uma produção agrícola mais voltada para  o mercado externo (tabaco e algodão), baseada nas grandes propriedades rurais, Plantations, e na utilizaçao do trabalho escravo africano. No século XVIII os escravos eram quase 40% da população local sulista. Por serem mais dependentes da metrópole eram menos favoráveis e conservadores sobre um rompimento com a Inglaterra. Posteriormente aderiram ao movimento independente para que se pudesse prosseguir com seus comércios sem cobranças abusivas de taxas da metrópole.

Comércio Triangular



Com o desenvolvimento da colônia norte-americana, desenvolveu-se o comércio com outros continentes, surgindo o chamado Comércio Triangular que envolvia  Europa, África e América com foco no tráfico negreiro. A Europa fornecia produtos como algodão, ferro, armas e rum, em troca de escravos, que tinham como destino às Américas. Quando chegavam às novas terras eram comercializados com os colonos, e acabavam sendo vendidos aos donos de jazidas e plantações, e trocados por produtos como algodão, ouro, tabaco e açúcar.

O Autogoverno (self-government)

                Embora subordinadas as leis inglesas as 13 colônias possuíam certa autonomia para resolver assuntos internos, principalmente no Centro-Norte. No século XVIII as relações entre colônias e metrópole foram se deteriorando em por conta das fortes imposições dadas pelo governo inglês que proibia, por exemplo, que houvessem fábricas que pudessem concorrer com indústrias britânicas. Além disso todas as mercadorias deveriam ser transportadas somente por navios ingleses e estas mercadorias não podiam ir para outros países além da Inglaterra.

Os Colonos se Revoltam

       As insatisfações se intensificam com o fim da “Guerra dos Sete Anos”, entre Inglaterra e França (1756-1763) por disputa de novas terras. A guerra deixou os britânicos com muitas dívidas. Assim foram aprovadas cobranças altíssimas de impostos sobre: papéis, vidro, metais, chá ...

           Lei do Açúcar: (1764) proibia a importação de rum e cobrava taxas sobre a importação de açúcar (melaço) que não viesse das Antilhas Britânicas;
            Lei do Selo: (1765) cobrava taxas sobre os diferentes documentos comerciais, jornais, livros, anúncios, etc.;
            Lei dos Alojamentos: (1765)  exigias que os colonos oferecessem alojamento e alimentação às tropas inglesas que estivessem em território norte americano;
           Lei do Chá: (1773) concedia monopólio de venda de chá nas colônias à Companhia das Índias Orientais (empresa inglesa) para combater o contrabando. Em 1773 um navio da Companhia foi atacado no porto de Boston. Disfarçados de índios, os colonos invadiram e lançaram a carga ao mar.
               
       Os colonos começaram a boicotar produtos da metrópole. O governo cedeu e manteve apenas o imposto do chá, que também foi contestado, assim passaram a consumir o chá contrabandeado da Holanda. Em 1773 um navio da Companhia Britânica das Índias foi atacado no porto de Boston. Disfarçados de índios, os colonos invadiram e lançaram a carga ao mar.

       O governo desfaz o parlamento interno das colônias e cria as LEIS INTOLERÁVEIS.

Leis Intoleráveis:

       1. uma guarda armada na do porto de Boston até que todos os prejuízos do lançamento do carregamento de chá ao mar fossem indenizados;

       2. suspensão das reuniões das colônias de Massachusetts;

       3. O impedimento de toda e qualquer manifestação pública contra a metrópole;

       4. Que todos os julgamentos de crimes cometidos em território americano fossem a critério das autoridades britânicas em suas propriedades;

       5. Que os colonos estavam obrigados a proporcionar alojamento e estada de soldados britânicos em suas propriedades;

       6. A redução das colônias norte-americanas em favor da ampliação do território canadense;

       7. A colônia de Massachusetts foi ocupada por tropas do exército britânico;

       Em setembro de 1774, as colônias de unem e criam o PRIMEIRO CONGRESSO CONTINENTAL, na Filadélfia. Decidiram enviar ao rei George III e ao parlamento inglês uma petição para que as Leis Intoleráveis fossem revogadas.

O Nascimento de Uma Nação

        Algumas semanas antes do segundo Congresso Continental, tropas britânicas apoiadas pelos legalistas entraram em conflito com os patriotas;

        O rompimento com a metrópole havia firmado um governo informal para as 13 colônias onde foi aprovado um Exército Continental Americano, para lutar contra os ingleses, comandado por George Washington;

        Em julho de 1776, Jonh Adam, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson entregam ao comitê do Congresso Continental Americano a Declaração dos Direitos de Independência  das 13 colônias, agora chamada de Estados Unidos da América. Começa aí a guerra de independência.

       França, Holanda e Espanha, interessados no enfraquecimento britânico, apoiam os EUA e enviam seus exércitos para apoia-los.

        Em 1781 o último exército inglês foi derrotado. Sendo assim, foi assinado em Paris o acordo de paz, onde foi reconhecida formalmente a independência dos EUA por parte da Inglaterra.

       Em homenagem à luta pela sua independência, os franceses presentearam os EUA com a estátua da liberdade.

       Em 1788 foi promulgada a primeira Constituição que encontra-se em vigor até hoje (com algumas emendas);

       Com influências iluministas o novo país tornou-se República onde os poderes de Estado seriam divididos entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;

       Os direitos civis, políticos, opinião e liberdade religiosa dos cidadão eram assegurados;

                Por todo prestígio e participação, George Washington foi escolhido como primeiro presidente.
                Executivo: executar, as leis e a agenda diária do governo ou do Estado.
                Legislativo: é o poder de legislar, criar leis.
             Judiciário: A função do Poder Judiciário, no âmbito do Estado democrático, consiste em aplicar a lei a casos concretos, para assegurar a soberania da justiça e a realização dos direitos individuais nas relações sociais.

Cidadania Para Poucos

       O direito de liberdade que constava na Declaração de Independência não valia para todos. Os escravos foram mantidos (até 1865), os índios também não foram favorecidos, as mulheres não tinham os mesmos direitos civis dos homens pois era considerada um ser frágil.

Quem exercia os direitos do cidadão?

Homens, adultos, brancos , pertencentes a burguesia industrial e comercial e o grupo de fazendeiros proprietários de escravos.