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sábado, 28 de setembro de 2013

Revisão - Grécia Antiga

     Pessoal, Estes dois vídeos irão ajudar a relembrar tudo que vimos em nossas aulas sobre a Grécia Antiga, além de responder alguma duvida que possa ter surgido posteriormente.
      Espero que gostem!


Vídeo 1


Vídeo 2

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CHINA

ESCRITA E IDIOMA

    A escrita chinesa é baseada em ideogramas, desenhos que representam ideias, sentimentos, objetos e palavras.
    O mandarim é o dialeto mais falado na China, porém, existem outros como, por exemplo, wu, cantonês, dialetos min, jin, xiang, kejia, gan, entre outros.





RELIGIÕES

    A China é um país de muitas religiões e conta com mais de 100 milhões de crentes. Professam-se o budismo, o islamismo, o catolicismo e o protestantismo. Além destas, há o taoísmo, próprio do país, o chamanismo, a igreja ortodoxa oriental e a religião dongba. Naturalmente, as diversas etnias e pessoas têm religiões diferentes: o islamismo se professa entre as etnias Hui, Uygur, Cazaqui, Quirguiz, Tártara, Usbequi, Tajik, Donxiang, Salar e Bonan, o budismo tibetano (também chamado de lamaísmo) entre as etnias tibetana, mongol, Lhoba, Monba, Tu e Yugur, entre as etnias Dai, Blang e De'ang, o budismo da seita hinayana, entre as etnias Miao, Yao, Yi e outras há uma boa quantidade de católicos e protestantes, entre a etnia Han há budistas, protestantes, católicos e taoístas.






    Essas religiões estabeleceram organizações próprias, de caráter nacional e local. São de caráter nacional a Associação Budista da China, a Associação Taoísta da China, a Associação Islâmica da China, a Sociedade Patriótica Católica da China, a Sociedade de Bispos Católicos da China, o Comitê do Movimento Patriótico de Três Autonomias do Protestantismo da China, a Associação Protestante da China e outras. De acordo com seus estatutos, as organizações religiosas elegem os órgãos de direção e os dirigentes, administram com independência os assuntos religiosos, fundam centros docentes religiosos, imprimem livros sagrados, publicam revistas religiosas e se dedicam aos assuntos de bem-estar social.


DINASTIAS CHINESAS

Dinastia= Sequencia de soberanos de uma mesma família.


Dinastia
Período
Três Augustos e os Cinco Imperadores
até 2070 a.C.
Dinastia Xia
2100 a.C. a 1600 a.C.
Dinastia Shang
1600 a.C. a 1046 a.C.
Dinastia Zhou
1046 a.C. a 771 a.C.
Primaveras e Outonos
722 a.C. a 476 a.C.
Reinos Combatentes
475 a.C. a 221 a.C.
Dinastia Qin
221 a.C. a 206 a.C.
Han ocidental
206 a.C. a 9 d.C.
Dinastia Xin
9 a 23
Han Oriental
25 a 220
Três Reinos
220 a 265
Primeira dinastia Jin
265 a 317
Dezesseis Reinos
317 a 420
Dinastias do Norte e do Sul
420 a 589
Dinastia Sui
581 a 618
Dinastia Tang
618 a 907
Cinco Dinastias e Dez Reinos
907 a 960
Dinastia Song
960 a 1279
Dinastia Liao
916 a 1125
Segunda dinastia Jin
1115 a 1234
Dinastia Yuan
1271 a 1368
Dinastia Ming
1368 a 1644
Dinastia Qing
1644 a 1912



CULINÁRIA CHINESA

     Os chineses utilizam muitos ingredientes, molhos (shoyu é o mais conhecido) e temperos em sua culinária. Arroz, peixe, carnes vermelhas, broto de bambú e legumes são utilizados em diversos pratos. Uma espécie de biscoito, fino e crocante, o rolinho primavera, é um dos alimentos chineses mais conhecidos no Ocidente. Um alimento consumido na China, e considerado exótico no Ocidente, é a carne de cachorro. Outros alimentos consumidos pelos chineses, e não muito comuns no ocidente, são: carne de cobra, escorpião, besouros e cavalo-marinho.




INVENÇÕES CHINESAS


PAPEL - Foi inventado pelo cortesão do império chinês Ts'ai Lun (50-121). Ele refinou e popularizou o processo de misturar fibras de árvores e caules de trigo com a casca de um tipo de amoreira, triturando-as e colocando a mistura sobre um tecido trançado.

PÓLVORA - Foi criada por alquimistas chineses no século 9. Consiste em uma mistura de nitrato de potássio, carvão vegetal e enxofre.

SERICICULTURA - De acordo com vestígios arqueológicos, as técnicas de criação de larvas para a obtenção de seda já existiam por volta do ano 5.000 a. C. O produto era a mercadoria mais cara da China.

PAPEL-MOEDA - Devido à falta de cobre, a dinastia Tang introduziu esse novo sistema monetário no ano 806; mais de 800 anos antes de o papel-moeda surgir na Europa.

BÚSSOLA - Os chineses descobriram o efeito direcional da magnetita no século 4 a.C. As primeiras bússolas consistiam em um pedaço de pedra-ímã preso a um pau para flutuar em uma bacia de água.

GARFO - Os primeiros utensílios, feitos de ossos, foram encontrados em sítios arqueológicos chineses de cerca de 2.400 a.C.

MACARRÃO - De acordo com a lenda, o explorador italiano Marco Polo levou a massa da China para a Europa no ano 1292.

SINOS - Foram inventados em meados de 3.000 a.C. e eram chamados de lings. Um dos exemplares mais antigos foi encontrado em Henan, na China Central. No século 5 a.C. os sinos eram usados como instrumentos musicais em rituais.

CARRINHO DE MÃO - Foi inventado pelo chanceler chinês Zhuge Liang durante a dinastia Han. Era usado em campanhas militares para levar suprimentos a soldados feridos.

TINTA - Foram inventadas pelos chineses há 4.500 anos, combinando fuligem, óleo de lampião, gelatina e almíscar. Eram usadas para pintar os entalhes em pedra. Com o advento da escrita, foram necessários novos tipos e cores de tintas, produzindo textos detalhados e permanentes.

PIPA - Foi inventada na China há cerca de três mil anos. A primeiro texto que descreve o objeto foi escrito pelo filósofo Mo Tzu.

SISMÓGRAFO - Versões rudimentares foram inventadas pelos chineses por volta de 132 a.C, mas indicavam apenas a direção do epicentro do terremoto.

FOGOS DE ARTIFÍCIO - Foram inventados na China há cerca de mil anos, logo após a invenção da pólvora.

ESCOVA DE DENTES - Surgiu no século 15 na China. Uma enciclopédia chinesa de 1498 descreve como pelos curtos e grossos do pescoço de um javali siberiano eram presos a um cabo feito de ossos de animais.

DOMINÓ - O jogo foi criado pelo soldado chinês Hung Ming, que viveu de 243 a.C. a 182 a.C.

NÚMEROS NEGATIVOS - Apareceram pela primeira vez no livro 'Nove capítulos sobre a Arte da Matemática', da Dinastia Han (202 a.C. - 220 d.C.).

JOGOS DE CARTA - Os primeiros jogos de carta foram encontrados no século 9, durante a Dinastia Tang.

CARDÁPIO - O primeiro menu de restaurante foi criado há cerca de mil anos, durante a Dinastia Song. A solução foi criada para descrever a abundância de alimentos da culinária chinesa.

PAPEL HIGIÊNICO - O registro mais antigo do uso de papel higiênico é chinês, do século 6, quando Yan Zhitui, erudito e oficial do governo, emitiu um alerta contra usar textos com dizeres filosóficos para limpar o traseiro.

PARAQUEDAS - Há relatos de acrobatas chineses que flutuavam sobre a terra usando 'guarda-chuvas'. As lendas datam de 90 a.C e contam também a história de um grupo de prisioneiros que teria escapado da morte saltando de uma torre, usando chapéus de palha.


YIN YANG

    O yin-yang são dois conceitos do taoísmo, que expõem a dualidade de tudo o que existe no universo. Descreve as duas forças fundamentais opostas e complementares, que se encontram em todas as coisas. O "yin" é o princípio feminino, a terra, a passividade, escuridão, e absorção. O "yang" é o princípio masculino, o céu, a luz e atividade...
    Segundo essa ideia, cada ser, objeto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua existência e que por sua vez existe dentro de si. Assim, se deduz que nada existe no estado puro nem tão pouco na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua. Além disso, qualquer ideia pode ser vista como seu oposto quando visualizada a partir de outro ponto de vista. Neste sentido, a categorização seria apenas por conveniência. Estas duas forças, yin e yang, seria a fase seguinte do "tao", princípio gerador de todas as coisas, de onde surgem.
  • Yang: o princípio ativo, diurno, luminoso, quente.
  • Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio.


A MURALHA DA CHINA

    A Muralha da China, também conhecida como a Grande Muralha, foi construída durante a época Imperial da História da China com objetivos militares (proteger a China contra a invasão dos povos do Norte).
    A construção começou por volta do ano 220 a.C, terminando apenas no século XV, durante a Dinastia Ming.
Esta construção possui cerca de 7 mil quilômetros de extensão, sendo a maior do mundo.
    A construção envolveu centenas de milhares de trabalhadores, soldados e camponeses e aproveitou outras muralhas antigas e estruturas militares (torres).    A muralha não é uniforme, sendo composta de torres de vigilância, fortes e portas.
    Embora algumas pessoas afirmem que ela é a única construção possível de ser visualizada da Lua, esta informação não é comprovada.    Na década de 1980 foi transformada no símbolo da China.    Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.    É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Egito Antigo

EGITO ANTIGO

   Quando vamos falar do Egito de Faraós, pirâmides, esfinges, múmias, devemos utilizar a expressão "Egito Antigo" e não somente Egito.   O Egito atual, como país, não tem os mesmos costumes, língua, religião, entre outros, que o povo da civilização do passado utilizava.   Sendo assim é preciso diferenciar quando falamos de Egito (que é o país atual) e Egito Antigo (que é a civilização do passado).



LOCALIZAÇÃO

   O Egito fica no nordeste da África, fazendo divisa com o continente Asiático do lado leste e ao norte fazendo divisa com a Europa.




O RIO NILO

    A civilização egípcia desenvolveu-se às margens do Rio Nilo, localizado no continente africano. Essa Região faz parte do "CRESCENTE FÉRTIL", uma grande extensão de terra no Oriente Próximo que se estende, em forma de lua, do vale do Rio Nilo, passando pelo Rio Jordão e pelas terras da Mesopotâmia. O historiador grego Heródoto escreveu: "O Egito é uma dádiva do Nilo", o que significa que toda a vida das comunidades ali fixadas dependiam do rio, e que o rio era uma divindade que proporcionava a vida.
   O rio fornecia a vida, ou seja, desde a água para beber até a irrigação das plantações que serviriam como alimentos para a população e todas as necessidades que são supridas pela água.
   O Rio Nilo era também sagrado, divino, era tratado como um deus pelo povo egípcio.


ESCRITA EGÍPCIA: OS HIERÓGLIFOS

   No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era baseada em Hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam idéias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Esta escrita era dominada, principalmente, pelos escribas.
   Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.






ALTO E BAIXO EGITO

   Antes da unificação do Egito, existiam duas regiões; o Baixo e o Alto Egito.
   O Alto Egito era representado pela coroa branca e seu principal símbolo era o Lótus e a deusa abutre, Nekhbet.
  O Baixo Egito era representado pela coroa vermelha e seu principal símbolo era o Papiro e a deusa cobra, Wadjet
   O Baixo Egito, ao norte, onde se forma o Delta do Nilo era considerado uma região de clima mais favorável, com temperaturas mais suaves e com mais chuvas. Já no Alto Egito, ao sul, o clima era mais seco e com poucas chuvas, sendo que as inundações do Nilo faziam com que a terra fosse extremamente fértil.
   A antiga tradição atribui a Menés a honra de ter unido o Alto e Baixo Egito em um único reino e tornando-se o primeiro faraó da I dinastia.
  A história egípcia tem início com a unificação dos dois territórios (Baixo e Alto Egito). A partir desse momento, em meados de 3.200 a.C iniciou a era das trinta e uma dinastias até as sucessivas invasões que culminaram na queda do império. Segundo MILLARD (1975, p. 11) “Os primeiros habitantes do Egito necessitavam de grande coragem para penetrar no Vale do Nilo, com seus pântanos e animais perigosos. Os seus descendentes foram descobrindo novos modos de vida. Para conseguir viver, tiveram que aprender a irrigar as terras, armazenando as águas do Nilo num sistema de canais. Para isso, tinham de trabalhar juntos e necessitavam de chefes forte e inteligentes[...]Aos poucos suas pequenas colônias (nomos) uniram-se através de alianças ou conquistas.”



RELIGIÃO


Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado. Anúbis, por exemplo, deus da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser humano.
Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas.
No Egito Antigo existiam diversos templos, que eram construídos em homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor.
Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração.



SOCIEDADE

FARAÓ = Era o governante do Egito. Possuía poderes totais sobre a sociedade egípcia, além de ser reconhecido como um deus. O poder dos faraós era transmitido hereditariamente, portanto não havia nenhum processo de escolha ou votação para colocá-lo no poder. O faraó e sua família eram muito ricos, pois ficavam com boa parte dos impostos recolhidos entre o povo. A família real vivia de forma luxuosa em grandes palácios. Ainda em vida, ordenava a construção da pirâmide que iria abrigar seu corpo mumificado e seus tesouros após a morte.
SACERDOTES = Na escala de poder estavam abaixo somente do faraó. Eram responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito. Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios. Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns sacerdotes foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides, após a morte.
CHEFES MILITARES = Os chefes militares eram os responsáveis pela segurança do território egípcio. Em momentos de guerra ganhavam destaque na sociedade. Tinham que preparar e organizar o exército de forma eficiente, pois uma derrota ou fracasso podia lhes custar a própria vida.
ESCRIBAS = Eram os responsáveis pela escrita egípcia (hieroglífica e demótica). Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó. Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides ou em placas de barro ou pedra. Os escribas também controlavam e  registravam os impostos cobrados pelo faraó.
POVO EGÍPCIO = Mais da metade da sociedade egípcia era formada por comerciantes, artesãos, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para ganhar o suficiente para a manutenção da vida. Podiam ser convocados pelo faraó para trabalharem, sem receber salários, em obras públicas (diques, represas, palácios, templos).
ESCRAVOS = Geralmente eram os inimigos capturados em guerras de conquista. Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente castigados como forma de punição. Eram desprezados pela sociedade e não possuíam direitos.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

MESOPOTÂMIA E SEUS POVOS

MESOPOTÂMIA

   A região entre os rios Tigre e Eufrates foi o berço de diversas das civilizações desenvolvidas ao longo da Antiguidade. O aparecimento de tantas culturas nessa região é usualmente explicado pela fundamental importância dada aos regimes de cheias e vazantes que fertilizavam as terras da região. Ao longo desse processo, sumérios, assírios e acádios criaram vários centros urbanos, travaram guerras e promoveram uma intensa troca de valores e costumes.



    Segundo alguns estudos realizados, a ocupação dessa parcela do Oriente Médio aconteceu aproximadamente há 4000 a.C., graças ao deslocamento de pequenas populações provenientes da Ásia Central e de regiões montanhosas da Eurásia. Cerca de um milênio mais tarde, os povos semitas também habitaram essa mesma região. Já nesse período, a Mesopotâmia possuía um expressivo conjunto de cidades-Estado, como Nipur, Lagash, Uruk e Ur.


SUMÉRIOS


   Os sumérios desenvolveram sua civilização na região sul da Mesopotâmia, entre os rios Eufrates e Tigre (área integrante do Crescente Fértil). Habitaram esta região, conhecida como Suméria, entre os anos 4000 e 1950 a.C.
  Os sumérios destacaram-se na elaboração de projetos e construção de um complexo e desenvolvido sistema de controle de água do Tigre e Eufrates. Construíram barragens, sistemas de drenagem do solo, canais de irrigação e diques. A armazenagem da água era muito importante para a sobrevivência das cidades sumérias.
    Uma enorme contribuição cultural dos sumérios foi o a criação do sistema de escrita cuneiforme , por volta de 4000 a.C. Neste sistema, os sinais representavam idéias e objetos. Usavam placas de argila (barro), onde cunhavam (marcavam com cunhas) esta escrita. Muito do que sabemos atualmente, sobre este período da história, devemos as placas de barro com registros cotidianos, econômicos, administrativos e políticos deste período.
    Os sumérios eram politeístas (acreditavam na existência de vários deuses). As divindades sumérias eram ligadas a natureza (Sol, chuva, vento, trovão) e também aos sentimentos (ódio, amor, tristeza, felicidade).
   Os sumérios foram excelentes arquitetos e construtores. Desenvolveram os zigurates, que eram enormes construções em formato de pirâmides. Os zigurates eram usados como locais de armazenagem de grãos e também como templos religiosos.
Construíram várias cidades-Estado importantes como, por exemplo:  Nippur, Ur, Kish, Uruk,  Lagash e Eridu.




   O território sumério foi invadido, por volta de 1950 a.C, pelos amoritas e elamitas (originários da Pérsia). Os sumérios foram dominados e derrotados por estes povos.


ASSÍRIOS


   Os assírios, assim como grande parte dos povos do antigo Oriente Médio, era um povo de guerreiros rudes e camponeses, possuíam a justiça baseada no código estabelecido no século XVIII a.C., pelo rei Hamurábi da Babilônia.
     A Assíria constituía-se basicamente como uma nação de servos que eram presos à terra que cultivavam. Eram praticamente escravos, pois podiam ser vendidos junto com a propriedade e deviam obediência à vila mais próxima. A vila estava sujeita à cidade pela obrigatoriedade de pagamento de impostos, participação nos festivais religiosos e obediência às normas administrativas. As cidades, dentre as quais destacavam-se Assur, Nínive e Nimrod, ficavam subordinadas à autoridade do rei.
   O rei da Assíria detinha poder absoluto sobre todas as dimensões do governo (econômico, político, religioso e militar), embora fosse tido como homem acreditava-se que ele era um enviado dos deuses. Em virtude dessa crença o monarca ficava distanciado dos demais mortais e apenas o superintendente do palácio podia vê-lo regularmente. Ao príncipe herdeiro apenas era permitida uma audiência com o rei se houvessem presságios favoráveis e os demais só podiam estar na presença do rei com os olhos vendados.




    O rei empenhava-se em deixar os deuses satisfeitos e por isso era submetido periodicamente a árduos rituais, como jejuar e ficar isolado de todos durante uma semana em uma cabana. Por vezes, haviam sinal que eram interpretados como se os deuses estivessem terrivelmente descontentes. O pior sinal que podia ocorrer era um eclipse, pois quando ocorria eram considerado um presságio da morte do monarca. Quando isso ocorria o rei abdicava do trono por certo tempo e um suplente ficava em seu lugar, assumindo a responsabilidade por aquilo que irritou os deuses. Após cem dias, o rei retornava ao poder e o seu substituto era executado, sob a justificativa de dar aos deuses a morte do rei predita pelo eclipse.
    A violência militar assíria tinha legitimidade por meio da religião: a conquista de territórios e riquezas era a missão divina dos reis. Os assírios eram extremamente agressivos e se vangloriavam de suas práticas sangrentas, tinham no terror e na atrocidade seus instrumentos de política externa. Um soberano assírio chamado Salmanasar I (1274 a 1245 a.C.), levou como escravos cerca de 14 mil soldados inimigos derrotados, porém para assegurar-se de que seriam dóceis tratou de cegá-los.



BABILÔNIOS

    Os babilônios estabeleceram-se ao norte da região ocupada pelos sumérios e, aos poucos, foram conquistando diversas cidades da região mesopotâmica. Nesse processo, destacou-se o rei Hamurábi  que, por volta de 1750 a.C., havia conquistado toda a Mesopotâmia, formando um império com capital na cidade de Babilônia.
   Hamurábi impôs a todos os povos dominados uma mesma administração. Ficou famosa a sua legislação, baseada no princípio de talião (olho por olho, dente por dente, braço por braço, etc.) O Código de Hamurábi  como ficou conhecido, é um dos mais antigos conjuntos de leis escritas da história. Hamurábi desenvolveu esse conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código, todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao delito cometido.
   Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol.

Torre de Babel

     Além de Hamurábi  um outro imperador que se tornou conhecido por sua administração foi Nabucodonosor, responsável pela construção dos Jardins suspensos da Babilônia, que fez para satisfazer sua esposa, e a Torre de Babel. Sob seu comando, os babilônios chegaram a conquistar o povo hebreu e a cidade de Jerusalém.

Jardins Suspensos da Babilônia

     Após a morte de Hamurábi, o império Babilônico foi invadido e ocupado por povos vindos do norte e do leste.

CÓDIGO DE HAMURÁBI
    O Código de Hamurábi é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, pelo rei Hamurábi da primeira dinastia babilônica. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”.
    As 281 leis foram talhadas numa rocha de diorito de cor escura. Escrita em caracteres cuneiformes, as leis dispõem sobre regras e punições para eventos da vida cotidiana. Tinha como objetivo principal unificar o reino através de um código de leis comuns. Para isso, Hamurábi mandou espalhar cópias deste código em várias regiões do reino.     As leis apresentam punições para o não cumprimento das regras estabelecidas em várias áreas como, por exemplo, relações familiares, comércio, construção civil, agricultura, pecuária, etc. As punições ocorriam de acordo com a posição que a pessoa criminosa ocupava na hierarquia social.    O código é baseado na antiga Lei de talião, “olho por olho, dente por dente”. Logo, para cada ato fora da lei haveria uma punição, que acreditavam ser proporcional ao crime cometido. A pena de morte é a punição mais comum nas leis do código. Não havia a possibilidade de desculpas ou de desconhecimento das leis.


Algumas Leis do Código de Hamurábi:
- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte.

- Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte.

- Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte.

- Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado.

- Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.

- Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem.

- Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.


terça-feira, 26 de março de 2013

Como Saber Os Séculos?


Como Saber Os Séculos?     

    Os historiadores necessitam de trabalhar com períodos de tempo mais longos  que os utilizados pelas pessoas em seu cotidiano. No dia a dia, usamos muito mais os dias, semanas, meses e anos que os séculos ou os milênios. Para estudar história é necessário dividir o tempo em séculos ou milênios, já que a história humana tem mais de 5 mil anos!

Vamos ao cálculo:
     A primeira coisa que precisamos saber é que para indicar os séculos os historiadores geralmente utilizam os algarismos romanos (X, II, V etc.), e não os algarismos arábicos (1, 10, 357 etc.). Dessa forma, o século 12 d.C. é representado como século XII d.C.
    Se o ano termina em "00", basta remover os dois últimos dígitos e se terá o resultado do século. Exemplo:

Ano 300 = 300 = 3 -> século III
Ano 1700 = 1700 = 17 -> século XVII
Ano 2000 = 2000 = 20 -> século XX

     Mas quando o número não termina em dois zeros é só eliminar os dois últimos dígitos e somar "1" ao resultado. Exemplos:

Ano 1450 = 1450 = 14+1 = 15 -> século XV
Ano 736 = 736 = 7+1 = 8 século VIII
Ano 1895 = 1895 = 18+1 = 19 -> século XIX